Como funciona
Ajuda
Cálculo de Alinhamento.
O eleicao.voto compara suas respostas às de cada candidato de forma totalmente determinística e auditável. Não há inteligência artificial, nem pesos ocultos, nem inferência de ideologia: todo resultado pode ser reproduzido a partir das posições escolhidas e dos pesos que você definiu.
1. Você define o que importa
Na etapa Temas, você distribui 100 pontos entre os temas. Cada tema (ou subtema) que recebe pontos vira uma pergunta no questionário — tanto o tema principal quanto os subtemas que você detalhar. O peso daquela pergunta é exatamente a quantidade de pontos que você deu àquele tema.
Se você não detalha um tema, responde só à pergunta geral dele. Se detalha, responde à pergunta geral e às específicas. Quanto mais granular sua distribuição, mais perguntas você responde.
2. Cada pergunta tem opções ordenadas
Cada pergunta oferece cinco posições substantivas, de um extremo a outro (posições 1 a 5), mais duas opções finais:
- Sem opinião formada — você não tem posição definida.
- Prefiro não responder — você opta por não se posicionar.
O cálculo usa apenas a posição (o número), nunca o texto da opção. O texto é só apresentação.
3. Similaridade em cada pergunta
Para cada pergunta que conta, medimos a distância entre a sua posição e a do candidato e a convertemos em uma similaridade de 0 a 100%:
similaridade = 1 − |posiçãovocê − posiçãocandidato| ÷ 4
O divisor 4 é a distância máxima possível (da posição 1 à 5). Assim:
| Situação | Distância | Similaridade |
|---|---|---|
| Mesma posição | 0 | 100% |
| Uma posição de diferença | 1 | 75% |
| Duas posições | 2 | 50% |
| Três posições | 3 | 25% |
| Extremos opostos | 4 | 0% |
4. O que acontece com “sem opinião” e “prefiro não responder”
Essas duas opções são tratadas de forma diferente conforme quem as escolhe — essa assimetria é intencional.
Quando você escolhe
A pergunta é ignorada. Sem uma posição sua, não há referência para medir a distância de nenhum candidato. Ela sai da conta para todos os candidatos, sem prejudicar ninguém.
Quando o candidato escolhe
A pergunta continua contando, e o candidato recebe uma penalidade — porque queremos incentivar candidatos a se posicionarem:
| Resposta do candidato | Similaridade | Leitura |
|---|---|---|
| Discordância total (honesta) | 0% | tomou posição, mas oposta à sua |
| Sem opinião formada | 0% | sem crédito de alinhamento |
| Prefiro não responder | −25% | pior que qualquer resposta |
Consequências disso: uma resposta honesta é sempre pelo menos tão boa quanto se abster — então não há como um candidato melhorar sua nota se escondendo. E quem se abstém com frequência acumula muitos zeros (ou negativos), o que naturalmente derruba sua pontuação.
5. A nota final do candidato
A nota é a média das similaridades, ponderada pelos pesos que você deu a cada tema:
nota = Σ (peso × similaridade) ÷ Σ (peso)
A soma percorre apenas as perguntas que contam (aquelas em que você tomou uma posição). Como “prefiro não responder” vale −25%, a nota interna de um candidato muito evasivo pode ficar negativa; nesse caso ela é exibida como 0% (o ranking, porém, ainda separa os mais evasivos).
6. Detalhamento e transparência
- Por tema: a mesma fórmula, aplicada só às perguntas de cada tema, mostra onde você mais e menos se alinha.
- Maiores concordâncias e divergências: as perguntas de maior e menor similaridade.
- Posicionamento: mostramos em quantos temas o candidato se posicionou, quantas vezes ficou “sem opinião” e quantas “não respondeu” — para você julgar por conta própria.
- Completude: indica o quanto você respondeu do seu próprio questionário (quanto mais completo, mais confiável a comparação).
7. Garantias
Todo o cálculo é determinístico e reproduzível a partir de três coisas: as posições das respostas, os pesos dos temas e a fórmula acima. Não usamos aprendizado de máquina, pesos ocultos, inferência de ideologia nem qualquer ranking opaco. Se você refizer as contas à mão, chegará ao mesmo número.
Ordem das respostas e alinhamento político.
Em cada pergunta, as cinco posições substantivas vão de um extremo político a outro. A ordem em que elas aparecem na tela é escolhida de propósito — e não é a mesma para todo mundo.
Por que a ordem importa
Numa lista vertical de opções, a primeira alternativa tem uma pequena vantagem: ela é lida primeiro e recebe um pouco mais de atenção. Se as posições fossem sempre exibidas na mesma direção, um dos lados do espectro político ficaria permanentemente no topo — ganhando essa vantagem sistemática só por causa do layout, não do seu mérito.
Isso é uma questão de justiça: nenhum campo político deve ser favorecido pela mera posição na tela.
Como resolvemos
A direção da escala (posições 1 a 5) é invertida para cerca de metade dos eleitores. Para você, ela pode aparecer de um extremo ao outro ou no sentido contrário — e isso é decidido de forma determinística a partir do seu identificador anônimo, dividindo a população em aproximadamente 50/50.
- Estável para você: a direção é fixada pelo seu identificador, então permanece a mesma em todas as perguntas e a cada vez que a página carrega. Você não vê as opções “pulando” de lugar.
- “Sem opinião formada” e “Prefiro não responder” nunca são afetadas: elas sempre ficam por último, depois das cinco posições.
Trata-se de uma questão de usabilidade tanto quanto de justiça: a ordem é embaralhada entre pessoas, mas nunca dentro da sua própria sessão, para que a experiência continue previsível.
Não muda a sua nota
A inversão é apenas visual. O que é gravado e usado no cálculo é a posição (o número de 1 a 5) que a opção representa, nunca o lugar em que ela apareceu na tela. Duas pessoas com opiniões idênticas obtêm exatamente o mesmo resultado, vejam elas a escala na direção que for.